INSTITUTO ALDEIA DA SERRA

ECOS DA SERRA

Dossiê

DOSSIÊ INSTITUTO

INTRODUÇÃO

                 “Sonho que se sonha só, é ilusão. Sonho que se sonha junto, é mutirão” (H.Câmara). O mutirão é uma das tantas heranças dos nossos índios. E um ajuntamento de pessoas para uma obra comum, é um adjutório prestada na gratuidade.

                 Recordo-me dos mutirões de minha infância. As poucas terras que tínhamos, eram plantadas à meia. Na época da limpa do feijão, do arroz, do milho, era uma festa. Os homens começavam cedo no cabo da enxada. As mulheres, nos fogões improvisados, preparavam a comida. As crianças brincavam com o que encontravam. Até os passarinhos se aproveitavam da fartura de insetos, minhocas, sementes... enfim, do banquete que se lhes preparava. Havia cantos, alegria, disposição, histórias... Não há mutirão quando as pessoas se sentem obrigadas a fazer, a ajudar. Não existe mutirão sem a alegria da generosidade. “Há mais alegria em dar, do que em receber”, já dizia o apóstolo Paulo, recordando-se de um dito de Jesus.

                 O Instituto Aldeia da Serra nasceu como um “mutirão” dos habitantes de uma localidade muito bela, seja pela ação da natureza, seja pela ação de seus habitantes. Um “mutirão” que canta concretamente “vem, entra na roda com a gente: você é muito importante!”

I. NASCIMENTO

                 O Instituto Ecos da Serra nasceu do sonho de um mundo novo que brotou do coração de pessoas que se sentiam insatisfeitas com a realidade na qual viviam. Elas buscaram o apoio de outras pessoas para continuar transformando o sonho em realidade. Uma realidade nova que atingisse crianças, adolescentes e jovens carenciados e que não são diferentes em dignidade e criação de oportunidade de crianças, adolescentes e jovens que moram numa realidade tão bonita quanto é Aldeia.

                 E assim surgiu uma sociedade que se denominou ECOS DA SERRA, grupo que criou um Instituto para acolher, inicialmente, crianças e pré-adolescentes. Posteriormente viriam os pais, a família.

                 A missão desse grupo é ousada: aculturar a comunidade como um todo,  transformado-a  em cidadãs e cidadãos participantes de um mundo diferente.

                 A sociedade brasileira enfrenta sérios problemas no campo social. Os grandes problemas, contudo, começam a encontrar soluções quando a sociedade civil toma consciência e busca saídas... Estamos dando os passos que podem ser o começo das soluções que buscamos. A ação que está a ser feita é a procura concreta da vivência social.

O nascimento tinha objetivos concretos: “ter como principal objetivo a integração  através da assistência social às comunidades menos favorecidas, iniciando os trabalhos na região sul do município de Santana de Parnaíba, oferecendo capacitação para melhoria da vida”.

                 Este primeiro e principal objetivo se divide em duas orientações operativas:

                 1ª - Agir de forma profissional, atuando por meio da execução direta de projetos, programas e planos de ações.

                 2ª – Os projetos, programas e planos de ações serão iniciados somente após a conclusão dos estudos de viabilidade e a certeza de ter os recursos assegurados para todas as etapas.

II. DESENVOLVIMENTO

1. Uma história

                 O Instituto deu passos significativos em sua caminhada.

                 O primeiro deles foi o conhecimento e a organização do caminho já percorrido. Tanta coisa tinha sido feita. Todo trabalho foi recolhido num único espaço que se encontra, hoje, hospedado, provisoriamente, na rede da Placontec.

                 Outros passos relacionados com esse aconteceram. Entre eles sublinhamos a organização do mailing de todos os sócios, com seus devidos endereços eletrônicos e telefônicos. Este mailing está feito e pode ser consultado por qualquer pessoa que desejar.

                 A organização e padronização dos documentos do Instituto foi feita, com a correção precisa dos dados dos quais dispúnhamos.

                 A partir daí, viu-se a necessidade de convocar uma assembléia para a escolha e posterior eleição da diretoria e do Conselho Fiscal do Instituto.No dia 11 de maio foi eleita a diretoria e os membros do Conselho Fiscal. A Diretoria está composta por: Amauri Pelloso, Luciano Mendes de Aguiar, Antonio Carlos Alves Bertini, Daniella Pelloso, Vital Martins Filho e Ideraldo Maria Gonçalves. Marco Antonio Marinelli de Oliveira, Élio Assis, Vilma Assis e Maria Aparecida Luccas da Costa fazem parte do Conselho Fiscal.

                 A consecução do CNPJ foi o passo a seguinte. Foram levantados os documentos necessários. Tais documentos seriam incluídos num pacote no qual constavam o Estatuto (em três vias), a Ata da Fundação (também em três vias), as listas de presença, uma delas com a qualificação dos membros presentes à fundação do Instituto. Estes documentos foram entregues ao escritório Aldeia Contabilidade. Dra. Leila colocou-se à total disposição para acompanhar a caminhada que conduz ao CNPJ, avisando, se necessário, para que modificações sejam feitas. A mesma disponibilidade foi mostrada pelo Sr. Vagner, seu esposo e dono do escritório, a fim de acompanhar a guarda dos documenrtos e fazer os trabalhos de contabilidade.

                 Entrou-se, a seguir, num compasso de espera, pois sem o número de CNPJ, poucos são os atos externos concretos que podem ser organizados.

                 Enquanto se esperava a chegada do CNPJ, internamente, começou-se a confecção de um primeiro esboço do regimento interno. Este esboço seria enviado aos diretores, principalmente aos que são advogados, para uma primeira apreciação a quente e para uma posterior aprovação. É preciso que se deixe claro que a “verificabilidade” de um Regimento se dá no concreto do trabalho e nos desafios que sua caminhada coloca...

                 Entrementes, procurou-se manter acesa a consciência, seja dos sócios como da diretoria, através de e-mails e de mensagens. Não se pode deixar o grupo cair no esquecimento e lembrar-se sempre que “optar pelo trabalho com a classe mais necessitada, e mesmo indigente, requer atenção constante, dedicação sem medidas e, acima de tudo, um coração muito grande”...

2. Visitas

                 No compasso de espera do CNPJ, documento fundamental para qualquer trabalho oficial, buscou-se conhecer o entorno de Aldeia, isto é, as comunidades destinatárias do Instituto e que vivem fora dos seus muros.

1ª - Ingaí

                 A primeira visita foi à comunidade do Ingaí, no dia 09 de maio. A comunidade, embora na periferia de um bairro abastado como é Aldeia da Serra, não deu a impressão da grande carência. Mister se faz verificar com mais atenção, empregando mais tempo, a real situação do povo que reside naquela comunidade. Há espaço para se iniciar um trabalho, pois já se fazem alguns projetos.

2ª - Cururuquara

                 A segunda visita foi à comunidade do Cururuquara, no dia 10.06, na parte da manhã. Não se visitou o “interior” da comunidade. O que se viu, mostrou uma grande pobreza. É necessário, contudo, que se olhe com mais profundidade a situação da comunidade, pois é só vendo de perto que se aquilata o tamanho do desafio que se deve enfrentar. Para a efetivação do trabalho, pode-se contatar a Prefeitura e pedir permissão para utilizar o EMEI que está na beira da estrada. Segundo consta, ele está parado há algum tempo. O imóvel pareceu adequado a um trabalho social imediato, sofrendo somente as modificações essenciais.

3ª - Sítio do Morro

                 Outra visita significativa aconteceu no dia 6 de junho, no Sítio do Morro, comunidade situada a quatro quilômetros do Centro Comercial de Aldeia da Serra. A estrada de terra, após a Cancela, não é muito bem conservada, esburacada e excessivamente poeirenta. O local é bonito, aprazível e de ótimo clima. Seus habitantes, contudo, não parecem ser abastados, a não ser um pequenino grupo. Um morador local fez a apresentação da comunidade. Segundo sua informação, há cerca de 1500 famílias no Sítio. Pode-se, portanto, supor que haja cerca de 1000 crianças entre 07 e 14 anos, a idade fundamental de nosso projeto Instituto. O local é montanhoso e uma estrada íngreme conduz à chamada favela. A situação é de precariedade, embora a constituição das casas e sua construção não seja a de uma “favela típica”. Aqui se encontram as dificuldades normais de quem mora num morro sem nenhuma infra-estrutura: falta de calçamento, de rede de água, de esgoto... Pode-se imaginar o que significa viver ali em dias chuvosos e frios!

                 No centro melhorzinho situa-se a Escola. As crianças devem caminhar muito para estudar... e a escola – municipal – vai até à quarta-série. A partir daí, a opção é Santana do Parnaíba, onde funcionam as escolas até o ensino médio completo. Sítio do Morro parece ser um lugar que oferece as condições iniciais para o Projeto Instituto Aldeia da Serra.

4ª - Chiquinho Miguel

                 De notável força para o nascente Instituto foi a visita do Vereador Chiquinho Miguel ao local de trabalho, na Placontec. No final, após externar sua alegria pelo que já se tinha feito e pelo que estava para ser realizado, ele colocou-se à disposição para uma cooperação efetiva.

3. CNPJ

                 No dia 19 de junho saiu o tão sonhado comprovante de inscrição e de situação cadastral, o CNPJ, sob o número de inscrição 10.926.676/0001-64. O nome oficial. empresarial, é Instituto Aldeia da Serra e o nome fantasia Ecos da Serra.

                 O documento estabelece também a descrição da atividade econômica principal, a saber, atividades de associações de defesa de direitos sociais. Trouxe ainda a descrição das atividades econômicas secundárias, a saber: - outras atividades de ensino não especificadas anteriormente; serviços de assistência social sem alojamento e atividades associativas não especificadas anteriormente...

4. As atividades e competências da Diretoria

                 A concessão do CNPJ permitiu que se estabelecessem as competências dos membros da diretoria e do conselho fiscal do Instituto. Assim ficou confirmado o que diz o Estatuto:

                 - Presidente: representar O INSTITUTO ALDEIA DA SERRA judicial e  extra-judicialmente; II - cumprir e fazer cumprir este Estatuto e o Regimento Interno; III - presidir a Assembléia Geral; IV - convocar e presidir as reuniões da Diretoria;

                 - Vice-presidente: I - substituir o Presidente em suas faltas ou impedimentos; II - assumir o mandato, em caso de vacância, até o seu término; III - prestar, de modo geral, sua colaboração ao Presidente;

                 - 1º secretário: I - secretariar as reuniões da Diretoria e da Assembléia Geral e redigir as atas; II - publicar todas as notícias das atividades da entidade;

                 - 2º secretário: I - substituir o Primeiro Secretário em suas faltas ou impedimentos; II- assumir o mandato, em caso de vacância, até o seu término; III - prestar, de modo geral, a sua colaboração ao Primeiro Secretário;

                 - 1º tesoureiro: I - arrecadar e contabilizar as contribuições dos associados, rendas, auxílios e donativos, mantendo em dia a escrituração da Instituição; II - pagar as contas autorizadas pelo Presidente; III- apresentar relatórios de receitas e despesas, sempre que forem solicitados; IV- apresentar ao Conselho Fiscal a escrituração da Instituição, incluindo os relatórios de desempenho financeiro e contábil e sobre as operações patrimoniais realizadas; V- conservar, sob sua guarda e responsabilidade, os documentos relativos à tesouraria; VI- manter todo o numerário em estabelecimento de crédito;

                 2º tesoureiro: I - substituir o Primeiro Tesoureiro em suas faltas e impedimentos; II - assumir o mandato, em caso de vacância, até o seu término; III - prestar, de modo geral, sua colaboração ao Primeiro Tesoureiro;

                 - Conselho Fiscal: I - examinar os livros de escrituração da Instituição; II - opinar sobre os balanços e relatórios de desempenho financeiro e contábil e sobre as operações patrimoniais realizadas, emitindo pareceres para os organismos superiores da entidade; (Lei 9.790/99, inciso III do art. 4º); III - requisitar ao Primeiro Tesoureiro, a qualquer tempo, documentação comprobatória das operações econômico-financeiras realizadas pela Instituição; IV - contratar e acompanhar o trabalho de eventuais auditores externos independentes; V - convocar extraordinariamente a Assembléia Geral.

5. Contatos

                 O desenvolvimento do Instituto está sendo feito através do crescimento dos contatos já estabelecidos ou em andamento.

a) com os sócios

                 O Instituto não existiria sem uma relação constante com as pessoas que estiveram na base de sua formação, os sócios, fundadores ou não.

                 Com os sócios fundadores o relacionamento tem sido mais frequente. Eles são convocados a participar das Assembléias. A eles se dirigem as informações sobre a caminhada do Instituto. Eles ainda recebem os pedidos de ajuda. Enfim, há quase que uma linha direta entre o Instituto, por meio de sua direção, e os sócios contribuintes.

                 De outra parte, há um esforço para aumentar o número dos sócios. Destarte,  são feitas campanhas visando motivar e sensibilizar pessoas que possam, num futuro próximo ou não, vir a fazer parte da Família Ecos da Serra.

b) Com outras entidades

                 O Instituto Aldeia da Serra não tem a “vara de condão” da solução dos problemas sociais. Reconhece-se um dentre tantos. Por essa razão, busca conhecer e entrar em contato com entidades similares. Parceria é um termo que adquire maior força quando reconhecemos os valores dos nossos pares ou mesmos de nossos partners. Através de cartas, de visitas, de telefonemas e outros meios, a direção busca encontrar entidades que buscam prestar o mesmo serviço e que já fizeram uma caminhada mais longa. O resultado desse esforço tem sido alentador.

                 Quando as pessoas procurar servir o próximo mediante um trabalho de promoção social, os segredos passam a segundo plano e, na maioria das vezes, não há o que esconder dos que estão no início do caminho.

6. Cadastro

                 Um cadastro é uma ferramenta fundamental para o bom andamento de uma obra social. Por ele se conhece, de modo concreto e profundo a comunidade na qual se trabalha ou com a qual se pretende realizar. Cada pessoa tem um nome, pertence a uma família, é pai, mãe, filho, filha, agregado... Cada pessoa tem necessidades (moradia, trabalho, escola, lazer...). Enfim, um cadastro traz as informações para que se busquem dar respostas humanas a problemas humanos e não fazer as pessoas “consumirem” ou “entrarem” em projetos que fazemos para elas... Um trabalho social não é um supermercado no qual se oferecem produtos... é uma interação de seres humanos que se respeitam e se entre-ajudam para a promoção de um convívio justo e fraterno... Um trabalho social não é a produção de projetos em gabinetes especializados, mas a formação de uma rede de ações entre pessoas que têm consciência de seus direitos e de seus deveres correspondentes...

7. Eleição de locais e determinação dos projetos

                 As comunidades carentes estão à espera. É preciso que se avaliem as condições de funcionamento de uma obra como a que se deseja fazer em cada uma destas comunidades. Aquela ou aquelas que apresentarem melhores condições iniciais, serão escolhidas.

                 A vontade do grupo fundador é de atingir cada uma destas comunidades. Contudo, as forças iniciais do Instituto não permitem passos muito ousados. “Fazer bem o bem que é possível”, deve ser a norma fundamental do trabalho.

                 Os membros da diretoria têm acesso aos relatórios que são feitos após as visitas às comunidades. Contudo, uma escolha eficaz deverá ser feita após contatos diretos dos seus membros com os moradores das comunidades.

                 Para essa determinação, mister se faz um encontro com as autoridades locais a fim de conseguir as licenças que se fazem necessárias. Elas serão o primeiro passo para a obtenção de subsídios posteriores, essenciais para o funcionamento estrutural do Instituto.

8. Organização das formas de recolhimento de contribuições

                 Esta é a parte mais delicada da montagem de um Instituto que se quer transformar, com o tempo, em uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). É preciso ter claro que há três tipos de recursos e que devem ser procurados igualmente.

a) Recursos materiais

                 Estes recursos são necessários para o bom funcionamento da obra. É por ele que se mantém o local de trabalho, as instalações, os equipamentos, os instrumentos, as ferramentas e a matéria prima. Tais recursos normalmente são obtidos:

 Por doações privadas

                 Entre outras finalidades, o Instituto Aldeia da Serra quer desenvolver na comunidade a consciência cidadã sobre o problema concreto das comunidades carentes que a circundam. Para tanto é preciso desenvolver uma campanha pública com vários meios (cartazes, faixas, pedágios e passeatas) para divulgar o trabalho e receber doações de materiais e objetos feitas por pessoas e empresas.

 Por doações governamentais

                 É certo que os órgãos governamentais – Federal, Estadual e Municipal –  mantém programas de ajuda comunitárias. É preciso conhecer estes programas e "bater perna", isto é, ir de órgão em órgão, nas várias Secretarias (Abastecimento, Cultura, Educação, Assistência Social, Saúde, Transporte, Lazer, entre outras), e descobrir as “brechas” que aí existem e que podem ser repassadas para o Instituto.

                 Normalmente estes órgãos repassam de diversos modos: material (entrega de Cestas Básicas, por exemplo) ou de dinheiro (financiamento a fundo perdido).

Para participar dos programas, o Instituto tem o seu CNPJ e já está funcionando com o Estatuto e o Regimento Interno de acordo com as exigências da como Lei Nº 9.790 de 23/03/1999.

                 É preciso que se conheçam as Leis, Decretos e Portarias específicas dos órgãos governamentais, sejam eles Federal, Estadual ou Municipal.

 Por doações de ONGs

                 Há ONGs, mais antigas, mais organizadas ou de atuação internacional como o Rotary International ou o Lions Club International que possuem programas de ajuda, podendo fornecer insumos materiais, financeiros e mesmo voluntários especializados. Tudo isso gratuitamente, como e´o caso do Rotary International e do Lions Clubs International...

 Campanhas para Arrecadação

                 Outra forma, e normalmente muito simpática à população, são as campanhas de arrecadação: jantares, cafés da manhã, quermesses, bingos, bazares, rifas... É preciso organizar tais eventos com parcimônia unida à coragem... Numa comunidade nimguém gosta de dar por dar. Sempre esperam receber alguma coisa em troca... Ao organizar, é preciso ainda levar em consideração esta sensibilidade das pessoas.

 Produções próprias

                 O Instituto pode e deve confeccionar produtos – artesanais ou industrializados –, tais como chinelos, sapatos, tapetes, rendas, bordados, balas, papel reciclado, horta comunitária, agenda, etc. e colocá-los à venda.

                 Tais produtos podem ser vendidos normalmente em Campanhas onde são montadas barracas ou em lojas fixas (alugadas ou cedidas) chamadas bazares.

 

III. SERVIÇOS

                 O empenho do Instituto é o de oferecer um serviço de qualidade às comunidades, visando formar um grupo humano coeso e que se respeite. O que podemos, e mesmo queremos, é colaborar com a sociedade na qual nos encontramos e da qual somos membros efetivos. Podemos e devemos ser parceiros, pois sabemos que a sociedade civil é aquela “terceira margem” do grande caudal que se chama sociedade humana. É muito difícil que se realizem ações satisfatórias sem que a sociedade civil participe de forma ordenada e integrada com os demais poderes que servem a mesma comunidade...

                 Elencamos um rol de atividades que podem ser feitas de imediato e que devem ter como retorno a visibilidade e o retorno de um som a ecoar.

1. Com crianças

                 Um dos trabalhos mais eficazes é o do CJ, ou seja do Centro Juvenil. Crianças e adolescentes, de 07 a 14, são recolhidas num espaço próprio, nos horários extra escolares. Muitas coisas podem ser realizadas. Entre elas se colocam a “revisão escolar”, dando aos destinatários a possibilidade de um aproveitamento optimal da escola.

                 Ao lado desta atividade, podem ser realizadas outras. Assim, a reciclagem e o artesanato. Ambas as atividades encontram profunda ressonância na sociedade, pois estão dentro do espírito holístico que permeia o pensamento atual. Reciclar é uma ação profundamente ecológica e, por isso mesmo, perfeitamente aceita.

                 Não podemos deixar de citar os programas que incluem música, dança, arte e esportes. Estas atividades são plenamente aceitas pelas crianças e adolescentes e são profundamente educativas.

                 Todo esse trabalho requer alguns cuidados. Entre eles citamos a exigência de monitores e monitoras para o acompanhamento das atividades contínuas. Estes monitores podem e devem ser auxiliados por voluntárias e voluntários...

                 Ademais, em uma atividade de mais de três horas, não se pode esquecer de oferecer um pequeno lanche. Este pode ser oferecido com o “sábio recolhimento” entre a comunidade local.

2. Com adultos

                 Os projetos com os adultos são sempre bem-vindos em uma comunidade carente. Entre eles elencamos os cursos preparatórios para a revalidação dos ensinos fundamental e médio, bem como os projetos de alfabetização.

                 Não se podem esquecer os cursos de informática, ferramenta essencial para a aquisição de qualquer emprego melhor.

                 Fazemos menção das mini-cooperativas de vários gêneros (padarias, produtos agrículas e de granjas).

                 Não de menor importância e utilidade são os cursos rápidos de marcenaria, sapataria, pedreiro, eletrecista, jardineiros, garçons... Enfim, profissões sempre em alta e que podem realizar a vida daquelas pessoas que não tiveram a oportunidade de um estudo formal a seu tempo...

                 Todas essas ações exigem a presença de orientadores e são cursos que podem muito bem ser feitos com a presença de voluntários.

IV. NOSSAS FORÇAS

1. Assembléia Geral

                 A maior força de ação do Instituto é a Assembléia Geral, órgão soberano da Instituição. Ela se constitui dos sócios honorários e fundadores em pleno gozo de seus direitos estatutários (art. 12).

                 Compete à Assembléia Geral: I - eleger e destituir a Diretoria e o Conselho Fiscal; II - decidir sobre reformas do Estatuto, na forma do art. 35; III - decidir sobre a extinção da instituição, nos termos do artigo 34; IV - decidir sobre a conveniência de alienar, transigir, hipotecar ou permutar bens patrimoniais; V - aprovar o Regimento Interno; VI - emitir Ordens Normativas para funcionamento interno da Instituição; VII – eleger comissões de interesse para desenvolvimento de projetos e ou ações administrativas (art. 13).

                 Ela se realizará, ordinariamente, uma vez por ano para: I - aprovar a proposta de programação anual da Instituição, submetida pela Diretoria; II - apreciar o relatório anual da Diretoria; III- discutir e homologar as contas e o balanço aprovado pelo Conselho Fiscal (Art. 14º).

                 Extraordinariamente a Assembléia Geral se realizará quando convocada: I  - pela Diretoria; II - pelo Conselho Fiscal; III - por requerimento de no mínimo 1/5 (vinte  por cento) dos associados quites com as obrigações sociais (art. 15º).

                 Sua convocação será feita por meio de edital afixado na sede da Instituição e/ou publicado na impressa local, por circulares ou outros meios convenientes, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias. Parágrafo Único - Qualquer Assembléia se instalará em primeira convocação com a maioria dos sócios e, em segunda convocação, com qualquer número, exceto para mudança de Regimento Interno que deverá ser com no mínimo 50% dos associados (art. 16º).

2. Diretoria e Conselho Fiscal

                 A Diretoria será constituída por um Presidente, um Vice-Presidente, Primeiro e Segundo Secretários, Primeiro e Segundo Tesoureiros. Parágrafo Único - O mandato da Diretoria será de 24 meses, sendo vedada mais de uma reeleição consecutiva.

                 Compete à Diretoria: I - elaborar e submeter à Assembléia Geral a proposta de programação anual da Instituição; II - executar a programação anual de atividades da Instituição; III - elaborar e apresentar à Assembléia Geral o relatório anual; IV - reunir-se com instituições públicas e privadas para mútua colaboração em atividades de interesse comum; V - contratar e demitir funcionários (art. 19º).

                 A Diretoria se reunirá no mínimo uma vez por mês (art. 20º).

3. Sócios

                 O Instituto Aldeia da Serra é constituído por número ilimitado de associados, distribuídos nas seguintes categorias: a) Sócios Honorários, que são os que se tiverem notabilizado nas atividades sociais, a critério da Diretoria e "ad referendum" da Assembléia Geral; b) Sócios Fundadores, que são os que participaram da 1ª reunião; c) Sócios Cooperadores, que são as entidades públicas, empresas, firmas comerciais, fundações e outras entidades públicas ou particulares que auxiliam o Instituto Aldeia da Serra com subvenções ou lhe prestem grande auxílio a critério da Diretoria; d) Sócios Contribuintes e outros que venham a ser definidos pela Diretoria e aprovados em Assembléia Geral. Parágrafo Único: A admissão e a exclusão dos associados são atribuições da Assembléia Geral conforme definido pelo Regimento Interno (art. 7º).

                 São direitos dos sócios fundadores e honorários, quites com suas obrigações sociais: I - votar e ser votado para os cargos eletivos; - II - tomar parte nas Assembléias Gerais; - III – ter acesso às informações e documentos administrativos (Art. 8º).

                 São deveres dos sócios: I - cumprir as disposições estatutárias e regimentais; II - acatar as decisões da Diretoria (art. 9º). Eles não respondem, nem mesmo subsidiariamente, pelos encargos da Instituição (Art. 10º).

4. Representantes das comunidades

O sucesso do trabalho social encontra-se na convergência de objetivos das pessoas que nele participam. Contudo, é humanamente impossível que a direção e demais órgãos que agem com ela, cheguem a todos os lugares onde o Instituto deve agir. Daí a razão da existência de um grupo de pessoas denominados representantes. Tal grupo está nas frentes de trabalho,  nos lugares onde se formam os núcleos operativos. Lá os membros desse grupo colhem as principais necessidades dos moradores do lugar. Sugerem projetos viáveis e oportunos, analisando mesmo o grau de prioridade dos mesmos. Levam, posteriormente as necessidades e os projetos à Equipe de Direção. Destarte, estabelece-se um processo de capilaridade, permitindo que todos os núcleos que formam o Instituto, possam ter idêntico tratamento e idênticas possibilidades. Cria-se, ainda, uma comunidade de ação, seja nos projetos comuns como nos eventos que porventura se realizem.

Com esta forma de agir, os bairros que formam o entorno de Aldeia da Serra, a saber, Cururuquara, Jardim Maravilha, Ingaí, Sítio do Morro e Santa Helena, terão o mesmo tratamento e, em tese, as mesmas possibilidades.

   Na medida do possível, cada núcleo terá dois participantes neste conselho de representantes. Este modo de agir favorecerá a representatividade, caso um dos indicados não possa participar das reuniões regulares. A ação concreta, dinâmica e generosa da base, permite que uma entidade funcione com todas as suas potencialidades. A pessoa que aceita representar o Instituto em seus respectivos locais de residência, sabem do valor fundamental de sua ação.

O bem se difunde por si mesmo e se torna crível por seus atos. Fazendo parte do Instituto como representantes locais, a pessoa estará permitindo que Ecos da Serra, hoje um som apenas perceptível, se torne uma grande sinfonia que se fará audível cada vez mais e por um grupo maior de pessoas.

5. Recursos Humanos

                 Qualquer atividade e de qualquer gênero que seja, não vai adiante se não tiver os “recursos humanos” necessários, suficientes e devidamente preparados. Eles são extremamente necessários para o funcionamento de uma Instituição. Existem, basicamente, dois tipos de recursos humanos: profissionais remunerados e mão de obra voluntária.

- Profissionais remunerados

                 São profissionais habilitados ou especializados, tais como enfermeiras, cozinheiras, monitores(as), pedagogos, professoras, etc. Tais profissionais são contratados pela instituição para exercer uma atividade como em uma empresa. São registrados e devem se relacionar pela CLT. Um trabalho que se queira profissional e de qualidade, não pode dispensar a contribuição de tais pessoas. O orçamento deve prever uma parte para o seu pagamento, com todas as exigências que a lei faz.

                 A diretoria, conforme os Estatutos (Art. 11), exerce, geralmente, um trabalho voluntário não-remunerado. Mas há casos em que o membro da diretoria pode receber remuneração.

-  Mão de obra voluntária

                 Este trabalho pode ser feito por profissionais especializados ou voluntários comuns.

                 O voluntário especializado é aquele que exerce determinada profissão (médico, advogado, engenheiro, etc.) e que participa da instituição exercendo a sua profissão. Chama-se voluntário por que abre mão dos seus honorários profissionais, trabalhando gratuitamente.

                 O voluntário comum é aquele que é "pau prá toda obra". Participa do projeto, trabalhando  nas suas necessidades comuns, seguîndo as orientações da direção do mesmo.

                 O voluntariado é, hoje, mais da metade do sustentáculo de precisa uma instituição.              Saber valer-se do voluntariado, apoiá-lo e valorizá-lo, é uma das missões da direção.

                 A instituição deve criar formas para manter o elã do voluntariado: um cartão em seu aniversário, nas datas importantes do ano (Natal, Páscoa, data de casamento, nascimento de um filho, etc.), um jantar anual, alguns sorteios feitos durante o ano, a participação em seus momentos de dor...

                 Faz parte integrante do trabalho voluntário ter uma relação de obrigatoriedade para com a instituição. Voluntários sem compromisso, que aparecem quando bem entendem, mais atrapalham que ajudam. O projeto não pode contar com eles. Uma coordenação empática sabe como conservar o elã do seu voluntariado.

                 O bom voluntário é aquele que assume o compromisso de dedicar determinada quantidade de horas por semana, se possível por escrito, assinalando dias e horários de sua contribuição.

                 É bom prever no Regimento Interno que o voluntário que não atender à dedicação semanal mínima estará automaticamente excluído do quadro de voluntários.

V. CONCLUSÃO: muito a fazer

1. Lançamento do instituto

                 O Instituto está aí. O eco de sua presença, de sua existência, de seus atos, já se faz ouvir. As pessoas começam a ter um fugaz conhecimento dele.

É preciso, contudo, que sua voz ressoe e ressone em todos os ouvidos. Para tanto, algumas atividades estão sendo programadas. Citamos algumas delas.

a) Projeto Ecoando ao Som da Serra

                 O primeiro evento é o Projeto Ecoando ao Som da Serra. Destinado ao público em geral: as crianças, os jovens, os adultos e idosos. Está-se promovendo uma tarde que quer ser uma data inesquecível na  memória das comunidades aldeenses.

                 Sabe-se que eco é a repetição de um som (música, palavras, rumores) devido à reflexão das ondas sonoras. O Projeto “Ecoando ao Som da Serra” quer fazer-se ouvir utilizando as várias formas de fazer eco, visando mostrar a presença de uma realizade nova em Aldeia e arredores: o Instituto Aldeia da Serra.

                 A utilização do som, vizibilizado pela Concha Acústica construída ao ar livre, quer simbolizar graficamente o Instituto. Uma entidade que veio para “fazer rumor”, para “fazer barulho”, mostrando a todos, num ambiente aberto, alto, à luz do dia e sem cobrança de ingressos, que o bem que almejamos (educação, saúde, bem-estar físico e moral) é um direito de todos e deve ser usufruído por todos.

                 Com este projeto se esperam alguns resultados precisos. Entre eles:

                 1° - o conhecimento e o reconhecimento empáticos do Instituto;

                 2° - momentos de descontração, alegria e lazer, fundamentais para uma vida de qualidade;

                 3° - a disposição para colaborar concretamente e de modo pessoal (engajando-se nas atividades propostas pelo Instituto) e material (disponibilidade financeira para dar com alegria o pouco ou o muito que se tem).

b) Projeto Pizza com palavras

                 O segundo evento é o Projeto Pizza com Palavras. Embora o convite seja geral, o projeto visa unir pessoas habituadas à reflexão e que gostem de pensar. Serão convidados, ainda, os apoiadores do Instituto, bem como pessoas que possam, eventualmente, tornar-se, por sua vez, apoiadoras.

                 A pizza tornou-se, para a sociedade brasileira, o símbolo da reunião familiar, amical, social e descontraída. De muitos gostos e sabores, a pizza se adequa a todas as situações... Infelizmente, e não é este o sentido que queremos utilizar, pizza pode significar o final descompromissado e nocivo de alguma coisa que deveria redundar para o bem. Não iremos “terminar” em pizza e sim, começar com uma pizza!

                 O Projeto “Pizza com Palavras” quer ser um dos momentos privilegiados do lançamento do Instituto. Reunidos ao redor de uma mesa, comendo e bebendo, as pessoas que aderirem, pagando o seu ingresso, poderão alimentar-se com pensamentos e mensagens de Alexandre Henrique Santos, autor do livro “Planejamento Pessoal”, recentemente publicado pela Editora Vozes.

                 Comer e beber juntos, em fraterna alegria, é assumir um compromisso com a vida. Partilhar do mesmo alimento simboliza assimilar dos mesmos ideais. O ato de mastigar significa refletir maduramente sobre um problema, um desafio que envolve e inquieta todos os participantes. A vida que brota após uma refeição em comum cria laços que serão aprofundados pela força da palavra das mensagens que serão conjuntamente lançadas. Diferentemente do alimento, que pode não ser absorvido pelo organismo de quem o consome, as palavras escutadas sempre “ecoarão” no pensamento de quem as escuta. É tão bom lembrar esse hino religioso, tão propício para o tema: Palavra não foi feita para dividir ninguém; palavra é uma ponte onde o amor vai e vem. - Palavra não foi feita para dominar, destino da palavra é dialogar. Palavra não foi feita para opressão, destino da palavra é união. - Palavra não foi feita para semear a dúvida, a tristeza e o mal-estar.  Destino da palavra é a construção de um mundo mais feliz e mais irmão”. Eis quantas ideias brotam de uma Pizza com palavras!

                 Da realização deste projeto se esperam alguns resultados precisos. Acenamos a alguns:

                 1° - o conhecimento e o reconhecimento empáticos do Instituto;

                 2° - momentos de descontração, alegria e lazer, fundamentais para uma vida de qualidade. Como é bom comer, beber e escutar palavras que constroem!

                 3° - a disposição para colaborar concretamente e de modo pessoal (engajando-se nas atividades propostas pelo Instituto) e material (disponibilidade financeira para dar com alegria o pouco ou o muito que se tem).

c) Projeto Jantar com Ecos

                 O terceiro evento é o Projeto Jantar com Ecos. Embora o convite seja geral, o projeto visa unir pessoas simpatizantes para com o Instituto e com faculdades para apoiá-lo concretamente com suas posses.

                 Comer e beber juntos, em fraterna alegria, é assumir um compromisso com a vida.         Partilhar do mesmo alimento simboliza assimilar dos mesmos ideais. O ato de mastigar significa refletir maduramente sobre um problema, um desafio que envolve e inquieta todos os participantes. A vida que brota após uma refeição em comum cria laços que serão aprofundados posteriormente pelos desafios sentidos por todos.   

                 Reunindo amigos, colaboradores e simpatizantes ao redor de uma mesa festiva, o Instituto provocará essas pessoas para o desafio que transformou o sonho em realidade: fazer de Aldeia da Serra e do seu entorno uma sociedade que procura a vida plena pela partilha de seus bens.

                 Ninguém gosta de comer sozinho. Em geral, a extra-grande maioria dos alimentos é partilha e consumação. Uma refeição festiva, com amigos compromissados, é um momento extremamente frutuoso.

                 Não queremos fazer um “jantar de serviço”, e sim um jantar de amigos que se sentem capazes e prontos para assumir uma causa comum. Os alimentos que se transformam em vida unem as pessoas e dá força para que brote a solidariedade.

                 Os resultados que esperamos são:

                 1° - o conhecimento e o reconhecimento empáticos do Instituto;

                 2° - momentos de descontração, alegria e lazer, fundamentais para uma vida de qualidade. Como é bom comer, beber com amigos de bem com a vida e construtores do altruísmo!

                 3° - a disposição para colaborar concretamente e de modo pessoal (engajando-se nas atividades propostas pelo Instituto) e material (disponibilidade financeira para dar com alegria o pouco ou o muito que se tem).

2. Um trabalho imediato

                 O Instituto precisa mostrar que sabe trabalhar nas atividades que planejou e que diz que sabe e deve fazer. Alguns projetos estão prontos para entrarem em ação.

a) Um Sítio novo no Morro

- Uma descrição do Sítio do Morro

O Sítio do Morro é uma das comunidades do entorno de Aldeia da Serra. Dista a uns 5 quilômetros do centro de Aldeia. A localidade é muito bonita em seu aspecto físico. Parece que esta mesma beleza não se vê na situação concreta da comunidade. Assim que se chega no Sítio, encontra-se um pequeno centro com uma escola que vai da 1ª à 4ª série, uma pequena capela e um salão comunitário, com algumas casas de boa qualidade. Um em “ensaio’ de asfalto nesse local. Nesse centro realizam-se algumas atividades comunitárias, tais como a visita da Unidade Móvel de Saúde, as reuniões da comunidade católica (pastoral da criança, a cesta básica)...

Continuando a estrada, agora de cascalho e “póntilhada” de buracos e valas, há uma subida que conduz às casas da maioria da população, chamada “favela”. No meio da subida está em construção uma grande igreja evangélica. A situação é de precariedade, embora as casas e sua construção não dêem a impressão de uma “favela típica”. Aqui se encontram as dificuldades “normais” de quem mora num morro sem nenhuma infra-estrutura: falta de calçamento, de rede de água, de esgoto... Pode-se imaginar o que significa viver ali em dias chuvosos e frios!

A situação torna-se mais difícil para as crianças e adolescentes após a quarta série do ensino fundamental... A opção é Santana de Parnaíba, devendo fazer longos trechos a pé e suportanto, posteriormente, a poeira e a lama da estrada de chão batido que conduz às escolas da cidade.

                 É nesse espaço que ECOS da Serra quer constituir o seu primeiro núcleo de atividades.

- O objetivo do trabalho

No Sítio do Morro quer-se construir um núcleo de atividades sociais e promocionais para crianças e pré-adolescentes dos 07 aos 14 anos.

Sua finalidade precisa é:

- promover atividades de reforço escolar, com a repetição dos conteúdos passados na escola,  aprofundando dessa forma, o aprendizado;

- proporcionar o aprendizado de conteúdos referentes à higiene, educação moral e social, informática, educação escológica, etc.

- fornecer um lanche durante as atividades;

- cuidar das condições básicas de saúde...

- Resultados esperados

As crianças e pré-adolescentes são, normalmente, o grupo mais sacrificado em condições de carências sociais, seja no âmbito familiar, educacional, moral, etc. Enfrentam dificuldades para estudar, têm alimentação insuficiente, pouca ou nenhuma higiene, nenhum espaço para brincar... Acolhendo essas crianças o Projeto visa, num futuro muito próximo, dar-lhes as condições fundamentais para uma vida digna: apreensão do conteúdo da escola, uma vida com saúde, devido à prática constante dos cuidados de higiene, a garantia de seus direitos fundamentais: liberdade para brincar, o fato de ser tratados com amor e carinho, a possibilidade de uma alimentação saudável...

- Atividades que poderão conduzir a tal resultado

                 - cadastramento das famílias da comunidade, com seus respectivos filhos e filhas em idade compreendida entre 07 e 14 anos;

                 - construção do espaço físico apto a acolher o projeto;

                 - contato direto com pais, mães e responsáveis, a fim de dar credibilidade ao projeto;

                 - aquisição de um local próprio para a construção do núcleo, dispondo de salas e espaço para a recreação e outras atividades físicas;

                 - determinação do número, contratação e treinamento de monitores e voluntários para a condução pedagógica do projeto;

                 - aquisição do mobiliário necessário: mesas, cadeiras, armários, utensílios de copa e cozinha (baldes, panelas, pratos, copos, talheres...);

                 - levantamento florestal do Sítio e seu entorno, bem como dos mananciais e sua condição de uso;

                 - estudo da biodiversidade local que possibilite o plantio de árvores nativas e o eventual retorno dos pássaros e animais autóctones...

b) Projeto Alimente-se Bem

o Projeto Alimente-se Bem, do Sesi, é destinado a um público preocupado com uma alimentação saudável e condizente com seu nível de vida e com suas posses.

  “Criado em 1999, «Alimente-se Bem» é um programa educativo, que incentiva a mudança de hábitos alimentares para a população. Suas aulas práticas ensinam receitas saborosas e nutritivas a baixo custo, utilizando conceitos para o aproveitamento integral dos alimentos” (www.sesisp.org.br)

                 O curso tem carga horária de 10 horas. Além dos cardápios nutritivos e econômicos, o participante adquire conhecimentos sobre:

                 - planejamento de compras;

                 - reconhecimento, armazenamento, e higiene dos alimentos;

                 - aproveitamento integral dos alimentos.

                 Alimentar-se bem, com alimentos nutritivos e bem preparados é um direito de todos. Comida é vida. Quem dá um objeto a alguém, dá algo que pode ser descartado. Quem dá alimento, está dando vida. Permitir que as pessoas que preparam os alimentos, tenham maior noção do que estão fazendo e possam agir sabendo escolher, é criar uma sociedade saudável em sua base. Esta é uma das propostas concretas do Instituto Aldeia da Serra.

                 Os resultados esperados são, entre outros:

                 1° - o aprendizado das noções básicas do processo de preparação dos alimentos:

                                  - saber planejar as compras;

                                  - reconhecer, armazenar, e manusear com higiene os alimentos;

                                  - aproveitar-se de modo integral dos alimentos;

                 2° - a consciência da importância de um alimento saudável como direito e responsabilidade de todos.

 

 

 

 

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